Notícias Provincial

Corpo e Sangue de Jesus, fonte de esperança e vida

A Eucaristia é “fonte e centro de toda a vida cristã” (LG,11) ensinou o Concílio Vaticano II. “Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa”. É Jesus, o pão vivo descido do céu e quem come deste pão viverá eternamente, assim falou Ele no Evangelho de hoje.

Corpus Christi significa Corpo de Cristo. É uma festa religiosa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

Falando da Eucaristia, Santo Agostinho disse: “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.” São Paulo atesta a presença do Senhor na Eucaristia: “O cálice de benção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?” (1Cor 10,16). No discurso da Eucaristia que São João narrou no capítulo 6 do seu Evangelho, Jesus fez promessas maravilhosas: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele”; “viverá por mim”, e “Eu o ressuscitarei no último dia”.

Copus Christi em Cabo Frio-RJ

Elias Udeh, José Altevir e Francisco Luckmann.

A Festa de Corpus Christi na Paróquia de São Cristóvão, Cabo Frio-RJ, foi celebrada com muita alegria, fé e compromisso com os mais necessitados. Após a celebração eucarística, presidida pelo Pe. Altevir, provincial dos espiritanos e concelebrada pelo pároco, Pe. Francisco Lückmann e o vigário paroquial Pe. Elias Udeh, realizou-se a procissão com o Santíssimo, nas ruas próximas à Igreja São Cristóvão. Os tapetes feitos em tecido, elaborados pelas pastorais, movimentos, escolas e outras entidades, destacavam a presença de Deus no meio do povo. Maria e o Espírito Santo também tinham seu destaque. Nas bordas do tapete que foi espalhado pelas ruas, a cada metro do tapete, encontrava-se alimentos como feijão, arroz, macarrão, farinha, açúcar e muitos outros. Tudo fruto de doações, com intuito de ajudar aqueles que mais necessitam do pão de cada dia. Verdadeiro compromisso com o pobre.

Durante a homilia, Pe. Altevir dizia: “outrora Deus alimentou seu povo com o maná, hoje nos alimenta com o pão vivo descido do céu, seu Filho Jesus Cristo. Ele se dá na Eucaristia, para manter viva a união entre Ele e a humanidade, uma verdadeira comunhão. E esta comunhão com o corpo e o sangue de Cristo nos leva ao compromisso com os filhos e filhas de Deus, muitas vezes privados do pão de cada dia.” O presidente da celebração concluiu dizendo que a Eucaristia gera compromisso com a vida e com a esperança. E lembrou que o momento atual em nosso Brasil, se tornou uma ameaça para esperança do pobre. Justamente aqueles que se dizem “representantes do povo”, são os primeiros a lhes tiraram todos os direitos, até o direito mais sublime: o de manter viva a esperança. Ressaltou Pe. Altevir, que este história deve ser apagada. E para isto precisamos da “borracha” do amor, do compromisso social, do compromisso com a vida digna, compromisso com a ética e sobre tudo, da descentralização do “meu eu”, passando a pensar mais no outro.

Que a Festa de hoje, onde celebramos o Corpo e Sangue de Cristo, nos ajude no compromisso com a vida.

 

Haroldo Evaristo Alves da Silva CSSp

Natural de Brasília/DF, consagrado Espiritano em 16/12/1990, ordenado padre em 02/02/1997. A primeira missão como religioso sacerdote foi nas Filipinas, onde ficou por 4 anos, depois trabalhou em Ceilândia/DF; Governador Valadares/MG; Roma (Casa Geral, onde ficou de 2006 a 2013); São Paulo (Casa Provincial); Salete/SC; Belo Horizonte/MG; foi diretor da casa de filosofia (1º Ciclo) em São Paulo/SP; retornou como Vigário Paroquial em Ceilândia/DF por 2 anos e agora volta a São Paulo para assumir uma nova missão, a Quase-Paróquia São João Paulo II, na Região Belém.

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