Mensagem do Provincial

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Depois de realizar várias visitas, encontros, reuniões, passando pelas comunidades missionárias, em outras cidades e estados, de longe e de perto, ao longo do ano, e, ultimamente, em setembro e neste mês de outubro, retornei esta semana à Sede da Prov. do Brasil🇧🇷 em SP/capital.

Cada Visita, a faço como um período de escuta e conhecimento da realidade dos membros, do lugar de missão, das pessoas, lideranças – povo de Deus; seguindo o ritmo local, respeitando os processos, programação – com algum pequeno ajuste – é oportunidade de oração, leitura e animação – é tempo de reflexão sobre o serviço e apostolado missionário pessoal e comunitário.

Por isso, sem nenhuma pressa, prezo pela ESCUTATÓRIA, gerando espaço para escutar através de reunião/momento privado com cada confrade e, só depois, a comunitária.
Às vezes, de acordo com a necessidade, escutas, diálogos, reflexões e momentos pessoais duram até três horas de conversa. Mas também há uns bastante abreviados.

No seu conjunto, entre a convivência, os momentos pessoais, coletivos, sociais e pastorais, vejo uma dádiva e uma enorme graça que é poder acolher, pensar juntos, perceber os gostos, reconhecer, valorizar as histórias, visões, experiências e luzes; observar também o inaudito;
acolher as sombras, alegrias, preocupações, satisfações, confiança, angústias, qualidades, aptidões, propostas, partilhas, esforços e, ajudar a construir pontes, a dar passos que desestanquem e desengessem onde existem obstáculos maiores.

Conversando ampla, concreta e aterrisadamente com os pés no chão – vamos perpassando o conjunto do projeto de Vida, Espiritualidade, missão, adentrando o modus vivendi e operandi, inclusive afetividade, saúde mental, financeira e cibernética.

Ressalto muito os ágapes com os confrades durante a visita – as confraternições. Estes momentos lúdicos, rindo juntos, conversando, tempo de ócio, de maior proximidade, não é perder tempo, e, sim, tem enorme significado e importância impulsionadora.

Consequentemente, a visita é também oportunidade de fazer certas recomendações, animações, interpelações e, algumas vezes, intervenções concretas que podem alterar o fluxo local e sua composição. Tudo considerando o bem de cada Confrade, da comunidade, da missão e dos compromissos coletivos assumidos.

Normalmente a visita Canônica ou missionária que faço, independentemente do seu tempo de duração, não é só a passagem ou presença da autoridade constituída mas de alguém que na responsabilidade do ofício contraído, interconecta RVE, carisma e herança missionária, conforme o que corresponde numa Província, o que nos orienta o SG e seu Conselho, o plano de ação e as decisões capitulares.

Tenho encontrado não só desafios mas também muita graça, esperança, vida, dons, alegrias, dinamismo, talentos, sonhos, engajamento, virtudes e amplas boas práticas.

Continuarei as visitas. Nestes dias e semanas subsequentes aqui em SP. Também haverá Reunião de CP na semana seguinte.

Te exorto a continuar, sem esquecer o retrovisor da história e as raízes pessoais, mas principalmente transformando fraquezas, fragilidades em fascínio (e nunca fascismo) e fidelidade por Cristo.

As tentações e riscos continuarão existindo.
Em bom sentido, arrisque-se, diluiam-se tentações de projetos pessoais e, por sua vez, ouse e seja criativo por uma boa causa.

Não resista às moções do Espírito Santo nos arrastando para ir e está onde a vida clama a ecos, em missões existentes ou em clamores que nos estão sinalizando novos inícios ou presença em outros aerópagos de promoção humana e defesa de vidas.

O que está em cada um seja acolhido, trabalhado, resolvido, pois onde você for leva a si mesmo. O que não é elaborado pode-se repetir de modo igual ou pior onde quer que vaias.

Coragem! Permanecei unido a Ele (Jo 15,4).
Se se separa ou se distancia, começa a girar em torno do próprio eu, do ego, da autorreferencialidade ou da elástica ladainha da lamentação. E, neste caso, acaba perdendo impulso, plumo, bússola, ritmo e rumo. Perde-se sentido, motivação, se paralisa, deprime, vai se isolando em casa, no quarto, na Internet e os dissabores aumentam azedando relações, trabalho, projeto e vida.

Meu irmão, siga amando e vivendo, no meio das pessoas, como aquele que serve, comprometido com a vida, em total proximidade aos vulneráveis, pobres, descartados, esquecidos, mas que são os tesouros e opção preferencial de Deus, da Igreja e da Congregação da qual somos parte.

Termino parafraseando o saudoso N. Mandela que há 9 anos passou à Eternidade –

“Ainda sonho com o dia em que todos nos levantaremos e compreenderemos que fomos feitos para vivermos como verdadeiros irmãos…
Tudo está interligado!
Caminhando Juntos,
Pe. Leonardo, C.S.Sp.
Provincial🇧🇷

PROAME
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