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Missão entre os deslocados

O conselho Geral atendendo ao pedido de Patrick Mbea, superior espiritano na República Centro-Africana, enviou, inicialmente por seis meses, Gabriel Myotte-Duquet (França) e Paul Falmm (Tanzânia) para investigarem de que maneira a congregação poderá colaborar com população de deslocados, vítimas dos conflitos que se prolongam desde o ano passado na República Centro-Africana.

Em messagem enviada ao Conselho Geral, os missionários contam que “as Nações Unidas e o Alto Comissário para os Refugiados (ACNUR) calculam que o número de deslocados, só na região de Bangui, é de uns 60.000, distribuídos por 34 acampamentos; os deslocados em todo o país são mais de 410.000. Calcula-se que o número dos refugiados que vivem nos países vizinhos será de 420.000.”

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As Igrejas servem de refulgio para milhares de pessoas. Fonte: Caritas
Depois de dois meses na região visitando e conhecendo a realidade local, Gabriel e Paul relatam a necessidade de um serviço pastoral de escuta, consolo e promoção da paz e da reconciliação especialmente para os que buscam refúgio, segurança e tranquilidade mental. Além disso a realidade da fome asola a população: “Nalguns locais, o refrão saído dos lábios de todos é: ‘Temos fome’ e: ‘os nossos filhos têm fome’. Vimos mulheres que pouco mais têm que pele e ossos”, contam os missionários. Há também muitas crianças orfãs, por causa dos conflitos, e outras tantas que não frequentam a escola devido à instabilidade política e à dereriorização da economia.

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Fonte: Gazeta do Povo

A partir desta situação, o Conselho Geral nos recorda as palavras do Papa Francisco: “Comparo a Igreja a um hospital móvel, depois da batalha. É inútil perguntar aos feridos qual o nível do colesterol ou do açúcar no sangue. A primeira obrigação é curar-lhes as feridas. Depois virá o resto”. E também convoca toda a família espiritana a unir-se em oração, lembrando de todos os espiritanos que trabalham com as vítimas da violência e da guerra.