Um Coração de Pastor

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VISITA DE DOM MARIO CLEMENTE  AO AMAZONAS

Acompanhemos  o relato desta missão,  feita pelo próprio Dom Mario, que de fato é um pastor com cheiro das ovelhas.

Sem delongas vamos ao relato:

     “Depois de dois anos tive a oportunidade de retornar ao Amazonas.

     A paróquia de Fonte Boa me convidou para celebrar as crismas no mês de novembro porque a prelazia está sem bispo. Depois, fui convidado para crismar também em algumas outras paróquias.

Estive primeiro em Tefé. Aí meu irmão Osvaldo me alcançou e seguimos viagem juntos. Ele já conhecia a prelazia porque anos atrás, trabalhou aí como voluntário durante uns 6 meses. Presidi celebrações de crismas em Tefé, Alvarães, e Fonte Boa.

Na paróquia de Fonte Boa, estavam previstas crismas também em 6 comunidades do interior. Fomos no barco Shalom, da paróquia, o motorista Adalto, a irmã Selita, meu irmão Osvaldo e eu.

Nesta viagem houve um imprevisto considerável. Ao sairmos da segunda comunidade, o barco ficou inutilizado ao quebrar completamente a hélice. Conseguimos que uma canoa nos rebocasse até o Porto São Francisco, a comunidade abaixo. Arranjamos alguém que nos levou numa pequena voadeira, até S. Luís, o próximo lugar previsto na viagem.  No caminho conseguimos comprar 20 litros de gasolina. Chegamos pela tardinha, fizemos a preparação à noite e no dia seguinte, houve a missa com crismas.

Depois da missa partimos para Mourinzal, em uma canoa com motor de rabeta que o pessoal nos ofereceu.  O Sioney, irmão do Adalto é que nos levou. Foram umas 3 horas de viagem num sol muito quente. Procuramos nos proteger um pouco mas ficamos bastante queimados. Em todos estes deslocamentos, um dos problemas era conseguir gasolina. Foi preciso muitos cálculos e estratégia e pagá-la a R$ 8,50 o litro.

Não pudemos chegar até Miriti, o último lugar programado porque não haveria como voltar a Fonte Boa a tempo para as celebrações previstas no domingo.

        Em Murinzal, tivemos a boa notícia de que um senhor sairia de barco para Fonte Boa naquela noite e poderia nos pegar em São Luís, passar onde estava nosso barco e rebocá-lo até Fonte Boa.

    Nossa volta até S. Luís durou um pouco mais de 3 horas de canoa. Fomos de novo castigados pelo sol.

       O Barco de Murinzal deveria chegar em S. Luís pelas 5 h. da manhã. Esperamos até 9 horas, mas não apareceu. Então resolvemos continuar de rebenta mesmo, até a comunidade de Porto São Francisco onde tínhamos deixado nosso barco. Foi uma manhã feia com chuva grossa o tempo todo. O motorista, o Sioney, não tinha como se proteger, aguentou admiravelmente umas 4 horas encharcado pela chuva que não parava. Nós os passageiros nos cobrimos com uma lona mas vazava muita água e chegamos lá bem molhados também.

        Adalto e o irmão adaptaram o motorzinho no Shalom. Tínhamos trazido de S. Luís 2 rabetas, mas um não funcionou. Bem devagarinho subimos até pegar o Rio Solimões e aí fomos baixando com ajuda da correnteza. Quando estávamos a 2 horas de Fonte Boa o pároco, Pe. Mário que tinha saído numa voadeira em nosso socorro, nos encontrou no meio do rio. Nesta voadeira com um motor de popa possante, alcançamos a cidade em uns 30 minutos. Conseguimos assim chegar ainda no sábado pela tardinha, a tempo para as celebrações do domingo.

      Na terça-feira pegamos um barco de passageiros conhecido como recreio em direção à Manaus. Foi uma viagem agradável, sem chuva. Chegamos a Manaus na quinta-feira pela tarde, depois de 48 horas de viagem. Aí fizemos algumas visitas e no dia primeiro de dezembro chegamos de volta, Osvaldo ao Espírito Santo e eu a Minas.

Foi muito bom retornar aos lugares onde vivi uns 40 anos de minha vida. Foi sobretudo gratificante reencontrar aquela gente tão boa e amiga e ver algum fruto do serviço prestado.”

                                                                      Dom Mário.

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